quarta-feira, 16 de agosto de 2023

São Pio X - santo do dia - 21.08.2023

    


    


São Pio X


Giuseppe Sarto, assim era o seu nome, nasceu em Riese (Treviso), em 1835, em uma família de camponeses. Depois de estudar no Seminário de Pádua, foi ordenado sacerdote aos 23 anos. No começo, foi vigário em Tombolo, após pároco em Salzano, depois cônego da catedral de Treviso, com o encargo de chanceler episcopal e diretor espiritual do Seminário Diocesano. Nestes anos de rica e generosa experiência pastoral, o futuro Pontífice mostrou aquele profundo amor a Cristo e à Igreja, aquela humildade e simplicidade e aquela grande caridade com relação aos mais necessitados, que foram características de toda a sua vida. Em 1884, foi nomeado Bispo de Mântua e, em 1893, Patriarca de Veneza. Em 4 de agosto de 1903, foi eleito Papa, ministério que aceitou com hesitação, porque não se considerava digno de uma tarefa assim tão alta.

O pontificado de São Pio X deixou um sinal indelével na história da Igreja e foi caracterizado por um notável esforço de reforma, sintetizado no seu lema Instaurare omnia in Christo (Renovar todas as coisas em Cristo). Suas intervenções, de fato, envolveram os diversos ambientes eclesiais. Desde o início, dedicou-se à reorganização da Cúria Romana; após, deu início aos trabalhos para a redação do Código de Direito Canônico, promulgado pelo seu Sucessor, Bento XV. Promoveu, em seguida, a revisão dos estudos e do “iter” (processo) de formação dos futuros sacerdotes, fundando também vários Seminários regionais, equipados com boas bibliotecas e professores preparados. Outro setor importante foi aquele da formação doutrinal do Povo de Deus. Desde os anos em que era pároco, havia escrito ele próprio um catecismo e, durante o episcopado em Mântua, trabalhou a fim de se chegasse a um catecismo único, se não universal, pelo menos italiano. Como autêntico pastor, havia entendido que a situação da época, também devido ao fenômeno da emigração, tornava necessário um catecismo a que todos os fiéis pudessem recorrer independentemente do local e das circunstâncias da vida. Como Pontífice, preparou um texto de doutrina cristã para a Diocese de Roma, que se difundiu depois por toda a Itália e no mundo. Esse Catecismo é chamado “de Pio X” e foi, para muitos, um guia seguro no aprender as verdades da fé através de uma linguagem simples, clara e precisa, com eficácia positiva.

Notável atenção dedicou à reforma da Liturgia, em particular da música sacra, para conduzir os fiéis a uma mais profunda vida de oração e a uma mais plena participação nos Sacramentos. No Motu Proprio Tra le sollecitudini (1903, primeiro ano de seu pontificado), ele afirma que o verdadeiro espírito cristão tem a sua primeira e indispensável fonte na participação ativa nos sacrossantos mistérios e na oração pública e solene da Igreja (cf. ASS 36 [1903], 531). Por isso, recomendou a recorrência frequente aos sacramentos, favorecendo a frequência cotidiana à Santa Comunhão, bem preparados, e antecipando oportunamente a Primeira Comunhão das crianças para em torno de sete anos de idade, “quando a criança começa a raciocinar” (cf. Sagrada Congregação De Sacramentis, Decretum Quam singulari: AAS 2 [1910], 582).

Fiel à missão de confirmar os irmãos na fé, São Pio X, frente a algumas tendências que se manifestaram no contexto teológico no final do século XIX e início do século XX, interveio decisivamente, condenando o “Modernismo”, para defender os fiéis das concepções errôneas e promover um aprofundamento científico da Revelação em consonância com a Tradição da Igreja. Em 7 de maio de 1909, com a Carta Apostólica Vinea electa, fundou o Pontifício Instituto Bíblico. Os últimos meses de sua vida foram marcados pelos clarões da guerra. O apelo aos católicos do mundo, lançado em 2 de agosto de 1914 para expressar “a amargura” do momento presente, foi o grito sofredor do pai que vê os filhos se colocarem uns contra os outros. Morreu pouco tempo depois, em 20 de agosto, e a sua fama de santidade começou a se espalhar rapidamente entre o povo cristão.

Queridos irmãos e irmãs, São Pio X ensina a nós todos que a base da nossa ação apostólica, nos vários campos em que atuamos, sempre deve ser uma íntima união pessoal com Cristo, a se cultivar e crescer dia após dia. Esse é o núcleo de todo o seu ensinamento, de todo o seu compromisso pastoral. Somente se estamos enamorados pelo Senhor seremos capazes de levar os homens a Deus e apresentá-los a Seu amor misericordioso, e, assim, apresentar o mundo à misericórdia de Deus.

No dia 20 de agosto de 1914, aos setenta e nove anos, Pio X morreu. O povo, de imediato, passou a venerá-lo como um santo. Mas só em 1954 ele foi oficialmente canonizado.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Ciríaca e Humbelina.

Fonte https://franciscanos.org.br/

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terça-feira, 15 de agosto de 2023

São Bernardo de Claraval - santo do dia - 20.08.2023


    




São Bernardo de Claraval


São Bernardo era o terceiro filho de Tescelin Sorrel, um nobre da Borgonha, e de Aleth, que era filha de Bernardo, lorde de Montbard. Nasceu em 1090, em Fontaines, castelo próximo a Dijon, um senhorio pertencente ao pai. Os pais tiveram sete filhos, a saber, o Beato Guido, o Beato Geraldo, São Bernardo, a Beata Humbelina, André, Bartolomeu e o Beato Nivaldo. Todos eles receberam boa formação, aprenderam o latim e a arte da versificação, antes de se alistarem os filhos homens para o serviço militar e para a festa das armas.

Desde tenra idade, Bernardo demonstrou uma inteligência aguçada. Tímido, tornou-se um jovem de boa aparência, educado, culto, piedoso e de caráter reto e piedoso. Mas chamava a atenção pela sabedoria, prudência, poder de persuasão e profunda modéstia.

Quando sua mãe morreu, seus irmãos quiseram seguir a carreira militar, enquanto ele preferiu a vida religiosa, ouvindo o chamado de Deus. Na ocasião, todos os familiares foram contra, principalmente seu pai. Porém, com uma determinação poucas vezes vista, além de convencê-los, trouxe consigo: o pai, os irmãos, primos e vários amigos. Ao todo, trinta pessoas seguiram seus passos, sua confiança na fé em Cristo, e ingressaram no Mosteiro da Ordem de Cister, recém-fundada.

A contribuição de Bernardo dentro da ordem foi de tão grande magnitude que ele passou a ser considerado o seu segundo fundador. No seu ingresso, em 1113, eram apenas vinte membros e um mosteiro. Dois anos depois, foi enviado para fundar outro na cidade de Claraval, do qual foi eleito abade, ficando na direção durante trinta e oito anos. Foi um período de abundante florescimento da Ordem, que passou a contar com cento e sessenta e cinco mosteiros. Bernardo sozinho fundou sessenta e oito e, em suas mãos, mais de setecentos religiosos professaram os votos.

Bernardo viveu uma época muito conturbada na Igreja. Muitas vezes teve de deixar a reclusão contemplativa do mosteiro para envolver-se em questões que agitavam a sociedade. Foi pregador, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de papas, reis, bispos e também polemista político e tenaz pacificador. Nada conseguia abater ou afetar sua fé, imprimindo sua marca na história da espiritualidade católica romana.

Ao lado dessas atividades, nesse mesmo período teve uma atividade literária muito expressiva, em quantidade de obras e qualidade de conteúdo. Tornou-se o maior escritor do seu tempo, apesar de sua saúde sempre estar comprometida. Isso porque Bernardo era um religioso de vida muito austera, dormia pouco, jejuava com frequência e impunha-se severa penitência.

Em 1153, participando de uma missão em Lorena, adoeceu. Percebendo a gravidade do seu estado, pediu para ser conduzido para o seu Mosteiro de Claraval, onde pouco tempo depois morreu, no dia 20 de agosto do mesmo ano. Foi sepultado na igreja do mosteiro, mas teve suas relíquias dispersadas durante a Revolução Francesa. Depois, sua cabeça foi entregue para ser guardada na catedral de Troyes, França.

São Bernardo de Claraval, canonizado em 1174, recebeu, com toda honra e justiça, o título de doutor da Igreja em 1830.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Samuel e Felisberto.

Fonte https://franciscanos.org.br/

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segunda-feira, 14 de agosto de 2023

São João Eudes - santo do dia - 19.08.2023

    





São João Eudes


Fundou a Congregação de Jesus e Maria e a Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor “Irmãs do Bom Pastor”. Na segunda metade do século XVI, viveu em Ri, na Normandia, um certo Isaac Eudes. Ele era o que se poderia chamar de pequeno agricultor. Ele se casou com Marta Corbin. Quando, depois de dois anos de casados, ainda não tinham filhos, o casal fez uma peregrinação até um santuário de Nossa Senhora, ali próximo, e nove meses mais tarde nasceu um menino. A seguir, tiveram mais cinco filhos. O primogênito nasceu no dia 14 de novembro de 1601, foi batizado com o nome de João e teve uma infância exemplar.

Inicialmente, estudou no Colégio Real de “Dumont”, em Caen, dos padres jesuítas. Nos intervalos das aulas, costumava ir à capela rezar, deixando as brincadeiras para o segundo plano. Na adolescência, por sua grande devoção a Maria, secretamente consagrou-se a ela. Depois, sentindo sua vocação religiosa, foi aconselhado a terminar os estudos antes de ordenar-se sacerdote.

Em 1623, com o consentimento dos pais, foi para Paris, onde ingressou na Congregação do Oratório, sendo recebido pelo próprio fundador, o cardeal Pedro de Bérulle. Dois anos depois, recebeu sua ordenação, dedicando-se integralmente à pregação entre o povo. Pleno do carisma dos oratorianos, centrados no amor a Cristo, e de sua especial devoção a Maria, passou ao ministério de pregação entre o povo. Visitou vilas e cidades de Île de França, Bolonha, Bretanha e da sua própria região de origem, a Normandia.

Nessa última, quando, em 1627, ocorreu a epidemia da peste, João percorreu quase todas, principalmente as vilas mais distantes e esquecidas. Como sensível pregador, levou a Palavra de Cristo, dando assistência aos doentes e suas famílias. Nunca temeu o contágio. Costumava dizer, em tom de brincadeira, que de sua pele até a peste tinha medo. Mas temia pela integridade daqueles que viviam à sua volta, que, ao seu contato, poderiam ser contagiados.

Por isso não entrava em casa e à noite dormia dentro de um velho barril abandonado ao lado do paiol. Inconformado com o contexto social que evoluía perigosamente, no qual as elites dos intelectuais valorizavam a razão e desprezavam a fé, João Eudes, sabendo interpretar esses sinais dos tempos, fundou, em 1643, a Congregação de Jesus e Maria com um grupo de sacerdotes de Caen que se uniram a ele. A missão dos eudianos é a formação espiritual e doutrinal dos padres e seminaristas e a pregação evangélica inserida nas necessidades espirituais e materiais do povo. Além de difundir, por meio dessas missões, a devoção aos sagrados corações de Jesus e Maria.

Seguindo esse pensamento, também fundou a Congregação Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, para atender às jovens que de desviavam pelos caminhos da vida e às crianças abandonadas. A Ordem deu origem, no século XIX, à Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, conhecida como as Irmãs do Bom Pastor.

Com os seus missionários, João dedicou-se à pregação de missões populares, num ritmo de trabalho simplesmente espantoso. As regiões atingidas pelo esforço dos seus missionários foram aquelas que mais resistiram ao vendaval antirreligioso da Revolução Francesa.

Coube a João Eudes a glória de ter sido o precursor do culto da devoção dos sagrados corações de Jesus e de Maria. Para isso, ele próprio compôs missas e ofícios, festejando, pela primeira vez, com um culto litúrgico do Coração de Maria em 1648, e do Coração de Jesus em 1672. Hoje, essas venerações fazem parte do calendário da Igreja.

Morreu em Caen, norte da França, no dia 19 de agosto de 1680, deixando uma obra escrita de grande valor teológico pela clareza e profundidade. Foi canonizado pelo papa Pio XII em 1925. A festa de são João Eudes comemora-se no dia de sua morte.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Sisto III e Luis de Tolosa.

Fonte https://franciscanos.org.br/

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domingo, 13 de agosto de 2023

Santo Alberto Hurtado - sato do dia - 18.08.2023n


    




Santo Alberto Hurtado


Quais as características mais marcantes nos santos que conhecemos? A vida dedicada à oração? O trabalho social e eclesial? A luta pelos direitos de seu povo? A dedicação aos que mais sofrem? Todos estes traços estão presentes na biografia do jesuíta Alberto Hurtado Cruchaga. Um dos nomes recentes do catolicismo na América Latina ainda é pouco conhecido no Brasil. Beatificado em 1994 e canonizado em 2005, Padre Hurtado é certamente o santo mais querido em seu país de origem, Chile.

Nasceu em 22 de janeiro de 1901, na cidade de Viña del Mar. Filho de Alberto Hurtado Larraín e Ana Cruchaga Tocornal, tinha um irmão mais novo, Miguel. Aos 4 anos de idade, Hurtado perde seu pai e sua família se muda para a capital, Santiago. Ali ele tem seu primeiro contato com a Companhia de Jesus, através do Colégio Santo Inácio.

Desde criança, dedica-se aos que mais necessitam. Mesmo sem ter condições, ele e sua mãe ajudavam no Patronato Santo Antônio. É este chamado ao serviço que o leva a cursar a faculdade de Direito, em 1918. Organiza um consultório jurídico, para atender sobretudo operários que não podem pagar pelos serviços.

Segundo as palavras do Monsenhor Manuel Larraín, bispo de Talca, e companheiro de Alberto na Universidade de Direito, “Padre Hurtado tinha certamente todas as características destes homens que Deus suscita, para ser em cada época, os enviados que testemunham a transcendência do Eterno e captam, para orientá-las, as angústias e inquietudes de sua geração”.

Esta sede de buscar mais leva o jovem a discernir sua vocação à vida religiosa. No dia 15 de agosto de 1923, dia em que se celebra a Assunção de Nossa Senhora, uma devoção muito marcante na vida de Hurtado, o jovem entra no noviciado da Companhia de Jesus. Seus companheiros de vida religiosa testemunham sua dedicação aos estudos e seu compromisso com a vida religiosa.

O Papa Bento XVI profere na canonização de Alberto Hurtado, em 23 de outubro de 2005: “A formação que recebeu na Companhia de Jesus, consolidada pela oração e pela adoração da Eucaristia, levou-o a deixar-se conquistar por Cristo, sendo um verdadeiro contemplativo na ação. No amor e na entrega total à vontade de Deus encontrou a força para o apostolado.”

Completa sua formação teológica e faz doutorado em Ciências Pedagógicas na Europa. Sua formação o levará a estar sempre em sintonia com a infância e juventude, uma marca registrada dos anos de missão de Hurtado.

É ordenado sacerdote em 1933 e escreve a um amigo sobre esta etapa: “Agora não desejo mais que exercer meu ministério com a maior plenitude possível de vida interior e de atividade exterior.” Talvez este seja o resumo de sua vida, plenitude na vida interior e no serviço. Muitos pensam que para estar em harmonia com Deus é necessário se desligar do mundo. Alberto é a prova de que é possível estar em profunda intimidade com Deus e estar em sintonia com o mundo, principalmente com os que mais sofrem.

Hurtado tinha um carisma único, e seu modo de vida, seu exemplo, convencia e trazia para si muitos jovens. Em 1936 ele volta à Santiago, e começa seu apostolado juvenil, através do Colégio Santo Inácio e da Universidade Católica. Graças ao seu trabalho incansável é nomeado assessor da Ação Católica de jovens, e meses depois é nomeado Assessor Nacional da Ação Católica Juvenil. Ele percorre o país animando os grupos e orientando retiros. Uma das grandes preocupações da igreja no Chile era a falta de vocações. Ele escreve um livro “É o Chile um país católico?”, onde fala sobre a crise vivida e a falta de interesse dos jovens pela vida religiosa. Através dos Exercícios Espirituais, encontra um caminho de diálogo com a juventude. Seus retiros eram conhecidos em todo o país. Seus textos foram multiplicados e transformados em livros.

Um jornal local, por ocasião de sua morte escreveu: “Entretanto acreditamos que Cristo volta, a cada certo tempo à Terra. Agora acaba de estar… e acaba de partir”. Para os chilenos, a presença de Alberto era tão forte que a sua figura era associada a um mensageiro direto de Deus, era aclamado como santo em vida. Sua grande marca, o apostolado social, tem início em 1944. Enquanto orientava um retiro para senhoras, fala da pobreza de sua cidade, do compromisso que os cristãos tem em ajudar aqueles que precisam de apoio. Ao final do retiro as senhoras começaram a lhe fazer doações, em terras, dinheiro e jóias, e neste momento nasce o “Hogar de Cristo”, com a missão de “criar um lar para os que não tem teto”.

Padre Hurtado dedica parte de seu tempo para acolher pessoas em situação de rua, sobretudo jovens e crianças. O seu meio de transporte, uma caminhonete verde, passa a ser símbolo de seu trabalho e vira a marca do Hogar de Cristo. É com ela que Alberto sai às ruas, para ajudar os que mais necessitam.

Incansável, ele funda em 1947 a Ação Sindical e Econômica Chilena, como meio de oferecer aos trabalhadores uma formação cristã, baseada na Doutrina Social da Igreja. Recebe duras críticas, mas não desanima, pois acreditava no seu ideal e lutava por uma sociedade mais justa. Em um de seus textos escreve: “Este regime de maior justiça social o desejamos ardentemente. É um imperativo de toda consciência e um clamor da verdadeira e autêntica fraternidade que nos ensinou Jesus. É indispensável abordar com seriedade e valentia alguns problemas econômico-sociais do país, para dar ao nosso povo tais condições para que sua vida chegue a ser verdadeiramente humana”.

Sua existência e missão foi um testemunho de vida, e não poderia ser diferente no final dos seus dias. Em 1951, foi diagnosticado com um câncer no pâncreas, e Alberto rendeu graças a Deus por sua doença, que o permitiu viver mais algum tempo, na companhia dos amigos. “Como não vou ficar contente! Como não estar agradecido a Deus! Em vez de uma morte violenta, manda-me uma longa enfermidade para que possa preparar-me; não me dá dores; dá-me o gosto de ver tantos amigos, de vê-los todos. Verdadeiramente, Deus tem sido para mim um pai carinhoso, o melhor dos pais.”

Como o próprio Padre Hurtado disse, sua vida foi um disparo para a eternidade. Falece aos 51 anos, no dia 18 de agosto de 1952, às cinco horas da tarde, cercado por seus irmãos de comunidade. Sua morte comoveu toda a sociedade chilena. Monsenhor Manuel Larraín, seu companheiro de toda a vida, exclama no funeral de Alberto: “E quando passe o tempo e a lei fatal do esquecimento vá deixando cair sobre os homens e sucessos sua poeira sutil, junto a este sepulcro viverá a lembrança de um sacerdote que amou muito a Deus e a seus irmãos, que amou os pobres e os humildes, e por eles, em suprema oblação, ofereceu sua vida. Tomai Senhor, e recebei!”

Fonte https://franciscanos.org.br/

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Santa Beatriz da Silva - santo do dia - 17.08.2023


    




Santa Beatriz da Silva


Beatriz da Silva nasceu na vila de Campo Maior, em Portugal, por volta de 1437. Ela foi da linhagem dos reis de Portugal, filha de Rui Gomes da Silva, alcaide-mor de Campo Maior, e de sua mulher D. Isabel de Meneses, filha natural de dom Pedro de Meneses, 1.º conde de Vila Real e 2.º conde de Viana do Alentejo. Teve pelo menos doze irmãos: Pedro Gomes da Silva (alcaide-mor de Campo Maior); Fernando da Silva de Meneses (alcaide-mor de Alter do Chão), dom Diogo da Silva de Meneses (aio do rei dom Manuel de Portugal, que o fez 1.º conde de Portalegre e senhor de Gouveia), Afonso Teles (alcaide-mor de Campo Maior), João de Meneses (chamado frei Amadeu Hispano ou Beato Amadeu, secretário e confessor do papa Sisto IV, e fundador da Congregação dos Amadeítas, da Ordem de São Francisco), Aires da Silva (cavaleiro em Ceuta, falecido com fama de santo de e mártir), Branca da Silva (donzela da corte régia), Guiomar de Meneses, Maria de Meneses (donzela da rainha dona Isabel, mulher do rei dom Afonso V de Portugal), Mécia de Meneses (donzela da infanta dona Joana, mulher do rei dom Henrique IV de Castela), Leonor de Meneses (donzela de Santa Joana Princesa) e Catarina de Meneses.

Ainda pequena, Beatriz da Silva partiu para a corte régia de Castela, em 1447, como donzela da rainha Isabel, segunda mulher do rei João II de Castela. A presença de Beatriz na corte não passou despercebida. Sua formosura cativante encantou a todos. A rainha, dominada por uma mistura de ciúme e inveja, fechou Beatriz em um cofre, mas uma invisível proteção da Virgem Maria a salvou. Após este triste episódio deixa Tordesilhas, onde a corte régia então estava instalada, e vai para Toledo, onde se recolheu no Mosteiro de São Domingos, o Real, de monjas dominicanas. Por devoção, decidiu manter sempre seu rosto coberto com um véu branco, de forma que, enquanto viveu, nenhum homem e nenhuma mulher viu seu rosto. Permanece neste mosteiro por cerca de 30 anos.

Em 1484, a rainha Isabel, a católica, doa-lhe os Palácios de Galiana onde existia uma Igreja antiga que tinha o nome de Santa Fé. Beatriz, passada a esta casa, começou a adaptá-la para a forma de mosteiro. Levou consigo dona Filipa da Silva, sua sobrinha e outras onze mulheres, todas de hábito religioso e honesto embora não pertencessem a Ordem alguma. E, uma vez instalada na nova casa, querendo dar fim à sua determinação, estabeleceu a maneira de viver que queria e enviou-a a Roma, numa súplica conjunta com a rainha. Foi tudo aprovado e outorgado pelo Papa Inocêncio VIII pela bula “Inter Universa” em 1489. O Mosteiro já estava fundado e tudo já fora preparado para entregar o hábito a ela e às monjas que ela havia instruído, quando Nosso Senhor quis chamá-la. Morreu no ano de 1492. Na hora de sua morte, foram vistas duas coisas maravilhosas. Uma foi que, quando lhe levantaram o véu para administrar-lhe a unção foi tal o esplendor de seu rosto que todos ficaram admirados. A segunda, foi que em sua fronte viram uma estrela, que lá ficou até que ela expirou, e que emitia uma luz e um esplendor igual à luz quando mais brilha. Faleceu com fama de santidade.

Em 1511 o Papa Júlio II atribui à ordem nascente Regra Própria.

Beatriz foi beatificada pelo Papa Pio XI em 26 de julho de 1926 e solenemente canonizada em 03 de outubro de 1976 pelo Papa Paulo VI. Sua Festa é celebrada no dia 17 de agosto.

Santa Beatriz da Silva se destacou por sua fé inquebrantável, por sua pureza, que lhe permitiu ser Lírio Alvíssimo escondida no coração de Jesus no Canteiro da Imaculada, por sua paciência alicerçada na esperança, por sua caridade, por sua simplicidade, pobreza, humildade, generosidade em oferecer um perdão sincero, enfim, adornada de todas as virtudes indica-nos o caminho mais curto, fácil e seguro para chegar a Cristo: Maria.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Servo, Mamede e Jacinto de Cracóvia.

Fonte https://franciscanos.org.br/

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