
São João de Brito - imagem da internet
São João de Brito
Testemunha da fidelidade interior
São João de Brito nasceu em solo português, marcado desde cedo por uma disposição interior que não buscava o brilho do mundo, mas a conformidade silenciosa com o desígnio que o precede. Educado na corte, aprendeu a linguagem do poder e da forma, mas cedo compreendeu que o verdadeiro eixo da existência não se sustenta no prestígio exterior. Ao ingressar na Companhia de Jesus, sua vida tornou-se exercício contínuo de alinhamento interior, onde cada decisão era resposta a uma presença que não se ausenta.
Enviado às terras da Índia, João de Brito não levou apenas palavras, mas um modo de estar. Sua missão não se organizava pela conquista de espaços, mas pela coerência entre o que se crê e o que se vive. Aprendeu línguas, costumes e ritmos, não para diluir a verdade, mas para permitir que ela se manifestasse sem violência. Sua fidelidade não era rigidez, mas permanência. Mesmo diante da perseguição, recusou adaptar o essencial às conveniências do instante.
O martírio não foi ruptura, mas consumação. Sua morte selou uma vida inteiramente oferecida, onde o tempo não foi sucessão de eventos, mas amadurecimento interior. Em São João de Brito, a Igreja reconhece aquele que permaneceu firme no centro do chamado, fazendo de sua própria existência um testemunho de inteireza, coragem e adesão plena ao bem que sustém todas as coisas.
Oração a São João de Brito
Guia do silêncio fiel,
ensina-nos a permanecer firmes
no bem que não passa,
mesmo quando não há reconhecimento.
Reflexão sobre a oração
A oração invoca a firmeza que não depende do olhar alheio.
Recorda que permanecer é mais profundo do que avançar.
O silêncio fiel sustenta o caminho interior.
O bem não exige aplauso para ser verdadeiro.
Assim o coração aprende constância.
E a vida se torna testemunho.
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