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sexta-feira, 31 de maio de 2024

São Justino - santo do dia - 01.06.2024

    





São Justino


Biografia de São Justino

São Justino, também conhecido como Justino Mártir, nasceu em Flávia Neápolis, na Samaria (atual Nablus, Palestina), por volta do ano 100 d.C. Nascido em uma família pagã, Justino buscou incessantemente a verdade através do estudo das filosofias grega, romana e oriental. Sua busca o levou a diversas escolas filosóficas, incluindo o estoicismo, o aristotelismo, o pitagorismo e, finalmente, o platonismo, onde encontrou uma aproximação mais profunda com a verdade que tanto almejava.

Aos trinta anos, Justino teve um encontro decisivo com um ancião cristão que lhe apresentou as Escrituras e o ensinamento de Cristo. Impressionado pela profundidade e pela verdade da fé cristã, Justino converteu-se ao cristianismo e tornou-se um dos seus mais fervorosos defensores. Ele acreditava que o cristianismo era a "verdadeira filosofia" e dedicou sua vida a ensinar e defender a fé cristã.

Justino mudou-se para Roma, onde abriu uma escola de filosofia cristã. Lá, ele escreveu várias obras, das quais as mais importantes são suas "Apologias" e o "Diálogo com Trifão". As "Apologias" foram dirigidas ao imperador Antonino Pio e ao Senado Romano, defendendo os cristãos contra as acusações de ateísmo e de praticar ritos bárbaros. O "Diálogo com Trifão" é uma explicação detalhada da fé cristã em resposta ao judaísmo.

Infelizmente, a pregação de Justino atraiu a atenção das autoridades romanas. Em 165 d.C., durante o reinado de Marco Aurélio, Justino foi preso juntamente com seis de seus discípulos. Após recusar-se a renunciar à sua fé, ele foi condenado à morte e decapitado, recebendo a coroa do martírio. São Justino é venerado como mártir e é considerado um dos primeiros apologistas da fé cristã, cujo trabalho influenciou profundamente a teologia e a filosofia cristãs.

Oração a São Justino

Ó glorioso São Justino, fiel defensor da fé e mártir da verdade, nós te pedimos que intercedas por nós junto ao trono de Deus. Ajuda-nos a buscar a verdade com a mesma paixão e dedicação que tiveste em tua vida.

Concede-nos a coragem de defender nossa fé com sabedoria e amor, especialmente diante das adversidades e dos desafios do mundo moderno. Que possamos sempre seguir o exemplo de teu amor a Cristo e tua incansável busca pela verdade.

São Justino, ensina-nos a ver a mão de Deus em todas as coisas e a reconhecer a verdadeira filosofia que é encontrada em Cristo. Ajuda-nos a viver com integridade e fé, proclamando a mensagem do Evangelho em todos os aspectos de nossa vida.

Amém.

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

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segunda-feira, 29 de maio de 2023

São Justino - santo do dia - 01.06.2023


    




São Justino


São Justino, filósofo e mártir, é o mais importante dos padres apologetas do século II. A palavra «apologeta» faz referência a esses antigos escritores cristãos que se propunham defender a nossa religião das graves acusações dos pagãos e dos judeus, e difundir a doutrina cristã de uma maneira adaptada à cultura de seu tempo. Deste modo, entre os apologetas se dá uma dupla inquietude: a propriamente apologética, defender o cristianismo nascente («apologia» em grego significa precisamente «defesa»); e a de proposição «missionária», que busca expor os conteúdos da fé em uma linguagem e com categorias de pensamento compreensíveis aos contemporâneos.

Justino havia nascido ao redor do ano 100, na antiga Siquém, em Samaria, na Terra Santa; buscou a verdade durante muito tempo, peregrinando pelas diferentes escolas da tradição filosófica grega. Por último, como ele mesmo conta nos primeiros capítulos de seu «Diálogo com Trifon», misterioso personagem, um ancião com o qual se havia encontrado na praia do mar, primeiro entrou em crise, ao demonstrar-lhe a incapacidade do homem para satisfazer unicamente com suas forças a aspiração ao divino. Depois lhe indicou nos antigos profetas as pessoas às quais tinha de dirigir-se para encontrar o caminho de Deus e a «verdadeira filosofia». Ao despedir-se, o ancião lhe exortou à oração para que lhe fossem abertas as portas da luz.

A narração simboliza o episódio crucial da vida de Justino: ao final de um longo caminho filosófico de busca da verdade, chegou à fé cristã. Fundou uma escola em Roma, onde iniciava gratuitamente os alunos na nova religião, considerada como a verdadeira filosofia. Nela, de fato, havia encontrado a verdade e, portanto, a arte de viver de maneira reta. Por este motivo, foi denunciado e foi decapitado por volta do ano 165, sob o reinado de Marco Aurélio, o imperador filósofo a quem Justino havia dirigido sua «Apologia».

As duas «Apologias» e o «Diálogo com o judeu Trifon» são as únicas obras que nos restam dele. Em seu conjunto, a figura e a obra de Justino marcam a decidida opção da Igreja antiga pela filosofia, pela razão, ao invés da religião dos pagãos. Com a religião pagã, de fato, os primeiros cristãos rejeitaram acirradamente todo compromisso. Eles a consideravam como uma idolatria, até o ponto de correr o risco de ser acusados de «impiedade» e de «ateísmo». Em particular, Justino, especialmente em sua «Primeira Apologia», fez uma crítica implacável da religião pagã e de seus mitos, por considerá-los como «desorientações» diabólicas no caminho da verdade.

A filosofia representou, contudo, a área privilegiada do encontro entre paganismo, judaísmo e cristianismo, precisamente no âmbito da crítica à religião pagã e a seus falsos mitos. «Nossa filosofia…»: com estas palavras explícitas, chegou a definir a nova religião outro apologeta contemporâneo a Justino, o bispo Meliton de Sardes («História Eclesiástica», 4, 26, 7).

De fato, a religião pagã não seguia os caminhos do «Logos», mas se empenhava em seguir os do mito, apesar de que este era reconhecido pela filosofia grega como carente de consistência na verdade. Por este motivo, o ocaso da religião pagã era inevitável: era a lógica consequência do afastamento da religião da verdade do ser, reduzida a um conjunto artificial de cerimônias, convenções e costumes.

Justino, e com ele outros apologetas, firmaram a tomada de posição clara da fé cristã pelo Deus dos filósofos contra os falsos deuses da religião pagã. Era a opção pela verdade do ser contra o mito do costume. Algumas décadas depois de Justino, Tertuliano definiu a mesma opção dos cristãos com uma sentença lapidária que sempre é válida: «Dominus noster Christus veritatem se, non consuetudinem, cognominavit — Cristo afirmou que era a verdade, não o costume» («De virgin. Vel». 1,1).

Nesse sentido, deve-se levar em conta que o termo «consuetudo», que utiliza Tertuliano para fazer referência à religião pagã, pode ser traduzido nos idiomas modernos com as expressões «moda cultural», «moda do momento».

Em uma época como a nossa, caracterizada pelo relativismo no debate sobre os valores e sobre a religião — assim como no diálogo inter-religioso –, esta é uma lição que não se deve esquecer. Com este objetivo, e assim concluo, volto a apresentar-vos as últimas palavras do misterioso ancião, que se encontrou com o filósofo Justino na margem do mar: «Reza, antes de tudo, para que te sejam abertas as portas da luz, pois ninguém pode ver nem compreender, se Deus e seu Cristo não lhe concedem a compreensão» («Diálogo com Trifon» 7, 3).

Fonte: Catequese do Papa Bento XVI

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Cândida e Herculano de Piegaro

Fonte https://franciscanos.org.br/

quinta-feira, 26 de maio de 2022

São Justino - 01.06.2022 - santo do dia


Santo do Dia


1 de Junho é dia de:
São Justino


Justino nasceu no ano 103. Tinha origem latina e seu pai se chamava Prisco. Ele foi educado e se formou nas melhores escolas do seu tempo, cursando filosofia e especializando-se nas teorias de Platão, um grande filósofo grego. Tinha alma de eremita e abandonou a civilização para viver na solidão.

Anos mais tarde, acompanhou uma sangrenta perseguição aos cristãos, conversou com outros deles e acabou se convertendo. Foi batizado no ano 130 na cidade de Éfeso, instante em que substituiu a filosofia de Platão pela verdade de Cristo.

No ano seguinte estava em Roma e evangelizava entre os letrados, pois esse era o mundo onde melhor transitava. Era um missionário filósofo. Deixou muitos livros importantes cujos ensinamentos influenciaram e ainda estão presentes na catequese e na doutrina da Igreja. Seus registros fornecem importantes informações sobre ritos e administração dos Sacramentos na Igreja primitiva.

Escreveu, defendeu e argumentou em favor do Cristianismo e por isto foi considerado de tal modo ilegal que foi vítima da denúncia de um filósofo pagão, o qual o levou ao tribunal. Acabou flagelado e decapitado em 164 na cidade de Roma, junto com outros companheiros que como ele testemunharam sua fé em Cristo.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Reflexão
Justino procurou a unidade e a conciliação entre paganismo e cristianismo, entre filosofia e revelação. Homem culto e dotado de grande fé, Justino lançou as bases de uma verdadeira filosofia cristã. Foi um leigo interessado pelos assuntos da fé e foi martirizado por defender a verdade e a fidelidade ao Evangelho.
Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que destes a São Justino a graça de lutar pela justiça até a morte, concedei-nos, por sua intercessão, suportar por vosso amor as adversidades, e correr ao encontro de vós que sois a nossa vida. Por Cristo nosso Senhor. Amém!

Fonte https://www.a12.com/