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quarta-feira, 19 de junho de 2024

São Silvério - santo do dia - 20.06.2024

    





São Silvério


Biografia de São Silvério

São Silvério nasceu em Frosinone, Itália, em uma data incerta, mas ele é mais conhecido por ter sido Papa da Igreja Católica durante um período turbulento. Ele era filho do Papa Hormisda, um fato raro na história da Igreja. Antes de se tornar Papa, Silvério era diácono e foi eleito Papa em 536, durante uma época de intensas disputas teológicas e políticas.

O reinado de Silvério foi marcado por conflitos com a Imperatriz Teodora, que apoiava o monofisismo, uma heresia que afirmava que Cristo tinha uma única natureza divina. Silvério, por sua vez, defendia a ortodoxia cristã que afirmava as duas naturezas de Cristo, divina e humana. Por causa dessa oposição, ele foi deposto e exilado por Belisário, general do Imperador Justiniano, sob a influência de Teodora.

Silvério foi exilado para a ilha de Palmaria (atual Ponza), onde sofreu privações severas e eventualmente faleceu em 537. Ele foi considerado mártir pela sua firmeza na fé e sua resistência às pressões heréticas e políticas. Sua santidade foi reconhecida pela Igreja, e ele é venerado como santo, sendo sua festa litúrgica celebrada em 20 de junho.

Oração a São Silvério

Ó São Silvério, fiel defensor da fé em tempos de tribulação,
Intercede por nós junto ao Pai Celestial.
Tu que suportaste o exílio e a perseguição,
Ensina-nos a manter a firmeza diante das adversidades.

Concede-nos a coragem para defender a verdade,
E a paciência para suportar as provas da vida.
Que, seguindo teu exemplo, possamos viver em santidade,
E alcançar a paz eterna ao lado de nosso Senhor. Amém.

Leia também: LITURGIA DA PALAVRA

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terça-feira, 20 de junho de 2023

São Silvério - santo do dia - 20.06.2023


    




São Silvério

Pontificado – 536 a 537

O pontificado de São Silvério coincide com a ocupação da Itália pelos imperadores bizantinos. A nota característica do seu governo é a firmeza e intrepidez com que defendeu os direitos da igreja, contra a imperatriz Teodora. Eis o fato como os hagiógrafos o relatam.

O Papa Agapito, antecessor de Silvério, tinha deposto o bispo de Constantinopla, Antimo, por este haver defendido a heresia eutiquiana. A imperatriz, fautora da mesma heresia, desejava ver Antino reabilitado na jurisdição episcopal, desejo que Agapito não quis atender e não atendeu. Morto este Papa, Virgílio, diácono romano, apresentou-se à imperatriz Teodora, prometendo-lhe a reabilitação de Antimo se apoiasse sua candidatura ao pontificado. Teodora deu a Virgílio uma carta de apresentação a Belisário, general bizantino, que se achava na Itália, recomendando-lhe apoiasse a eleição.

Entretanto foi eleito Papa Silvério e como tal reconhecido. A este a imperatriz se dirigiu, exigindo a reabilitação dos bispos, por Agapito depostos, e a anulação das decisões do Concílio de Chalcedon, que tinha condenado a heresia de Eutiques. Nesse ofício arrogante Teodora ameaçou o Papa com a deposição, caso não lhe acedesse às exigências. A resposta de Silvério foi respeitosa, mas negativa. Com franqueza e firmeza apostólicas declarou à imperatriz que estaria pronto a sofrer prisão e morte, mas não cederia um ponto das constituições do Concílio.

Teodora não se conformando com esta resposta, ordem deu a Belisário de afastar Silvério de Roma e pôr Virgílio na cadeira de São Pedro. Para não cair no desagrado da imperatriz, Belisário prontificou-se a executar a ordem, mas desejava ter em mãos outros documentos, a pretexto dos quais pudesse proceder contra o Papa. Tirou-o do embaraço sua ímpia mulher Antonina. Esta lhe fez chegar às mãos uma carta falsificada, que trazia as armas e assinatura de Silvério, carta em que o Papa se teria dirigido aos Godos, prometendo-lhes entregar Roma, se lhe viessem em auxílio. Belisário estava a par do que se passava, e bem sabia qual era a autoria da carta. Não obstante, para obsequiar a mulher, citou Silvério à sua presença, mostrou-lhe a carta, acusou-o de alta traição e, sem esperar pela defesa da vítima, ordenou que lhe tirassem as insígnias pontifícias e lhe pusessem um hábito de monge, e assim o mandou para o desterro. No mesmo dia Virgílio assumiu as funções de Sumo Pontífice.

A consternação e indignação dos católicos eram gerais. Só Silvério bendizia a graça de sofrer pela justiça. O Bispo de Pátara, diocese que deu agasalho ao Papa desterrado, pôs-se a caminho de Constantinopla, com intuito de defender a causa de Silvério. Recebido pelo imperador Justiniano, fez-lhe a exposição clara das cousas ocorridas, e mostrou-lhe a injustiça feita ao representante de Cristo. Justiniano ordenou que Silvério fosse imediatamente levado a Roma, e que a permanência na metrópole lhe fosse vedada só no caso de se provar o crime de alta traição. Belisário e o antipapa Virgílio souberam impossibilitar a volta de Silvério para Roma. Apoderaram-se dele e transportaram-no para a ilha Palmaria. Lá o sujeitaram a um tratamento indigno e sobremodo humilhante. Silvério, porém, ficou firme na justa resistência à tirania e usurpação. Longe de reconhecer a autoridade de Virgílio, excomungou-o e deu do exílio sábias leis à igreja. Nunca se lhe ouviu uma palavra sequer de queixa contra os planos e desígnios de Deus. Ao contrário, no meio dos sofrimentos e provações, louvava e enaltecia a sabedoria e bondade da Divina Providência.

Três anos passou Silvério no desterro. Liberato, historiador contemporâneo de Silvério, diz que o Santo Papa morreu de fome. É considerado mártir da Igreja.

Referência bibliográfica: Na luz Perpétua, 5ª. ed., Pe. João Batista Lehmann, Editora Lar Católico – Juiz de Fora – Minas Gerais, 1959.

A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Florentina e Miquelina de Pesaro.

Fonte https://franciscanos.org.br/