sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Santa Margarida da Hungria - santo do dia - 18.01.2026

   





Santa Margarida da Hungria - imagem da internet


Santa Margarida da Hungria
A vida recolhida no centro do eterno

Santa Margarida da Hungria nasceu em 1242, não apenas como fruto de uma promessa régia, mas como expressão de um chamado anterior à própria história. Consagrada ainda na infância, sua existência foi moldada por uma escuta contínua que não dependia da sucessão dos dias, mas de uma presença interior constante. Desde cedo, recusou os sinais de poder e distinção, não por negação do mundo, mas por reconhecer que o verdadeiro valor do ser não se mede pelo que se possui, e sim pelo grau de adesão ao que permanece.

No mosteiro dominicano, Margarida viveu como quem habita um eixo silencioso. Sua disciplina não era rigidez, mas coerência interior. Cada gesto cotidiano tornava-se expressão de um alinhamento profundo entre vontade e sentido. O corpo, longe de ser negado, era integrado como instrumento de fidelidade à origem. O sofrimento assumido não era busca de dor, mas exercício de desapego das ilusões que fragmentam o espírito.

Sua oração não buscava visões extraordinárias, mas repouso na verdade reconhecida. Margarida compreendia que o tempo exterior passa, mas há um agora mais profundo onde a alma encontra estabilidade. Nesse ponto, a obediência deixa de ser submissão e torna-se consonância. Por isso, sua vida irradiava serenidade e firmeza, mesmo na ocultação.

Margarida morreu jovem, em 1270, mas sua existência não se encerrou naquele instante. Permanece como testemunho de que a santidade não é fuga da realidade, mas permanência no essencial. Sua biografia revela que o ser humano amadurece quando vive a partir do centro que não se move, onde cada instante se torna pleno.

Oração a Santa Margarida da Hungria

Santa Margarida fiel
Ensina-nos o silêncio
Onde o ser repousa
Na vontade eterna

Reflexão sobre a oração

A oração dirige o coração ao ponto onde o agir nasce do sentido.
O silêncio invocado não é ausência, mas presença reconhecida.
Aprender com Margarida é permitir que a vontade se harmonize.
Quando isso ocorre, o caminho se simplifica.
Cada gesto torna-se íntegro.
A inquietação se dissolve.
O tempo se concentra.
E a vida encontra repouso no essencial.

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