
São Severino - imagem da internet
São Severino de Nórica
São Severino surge na história como uma presença silenciosa e firme em um tempo de dissolução. Viveu no século V, quando o antigo mundo romano se desfazia e a instabilidade parecia dominar todas as coisas. Nada se sabe com certeza sobre sua origem humana, e esse véu já indica o sentido profundo de sua missão. Ele aparece como alguém que não pertence a um lugar, mas a um princípio. Seu caminhar não foi guiado por poder, reconhecimento ou estruturas externas, mas por uma escuta interior constante que orientava cada gesto.
Severino escolheu a vida ascética não como fuga do mundo, mas como alinhamento com o essencial. O despojamento voluntário tornou-se o espaço onde sua consciência permanecia lúcida e desperta. A oração, o jejum e o silêncio não eram práticas isoladas, mas modos de manter o ser inteiro diante da verdade. Por isso, sua palavra possuía peso e clareza. Quando falava, não impunha, mas despertava. Quando aconselhava, não dominava, mas orientava.
Sua presença transformava ambientes porque ele mesmo permanecia ordenado interiormente. Onde havia medo, ele trazia firmeza. Onde havia dispersão, ele oferecia direção. Não agia por impulso nem reagia às circunstâncias. Sua força nascia da constância interior. Essa estabilidade permitia-lhe discernir o momento oportuno, antecipar perigos e orientar comunidades inteiras sem jamais se colocar como centro.
São Severino compreendia a vida humana como uma travessia que exige vigilância do coração. Para ele, a verdadeira segurança não vinha das defesas externas, mas da retidão interior. A família e a convivência humana eram preservadas quando fundadas na fidelidade, na ordem e na responsabilidade pessoal. Assim, sua atuação não dependia de sistemas, mas da formação interior das pessoas que encontrava.
Ao final de sua vida, Severino partiu como viveu, em silêncio e entrega. Sua memória permaneceu não por feitos espetaculares, mas pela coerência entre ser e agir. Ele testemunha que a verdadeira autoridade nasce da integridade interior e que a vida alcança plenitude quando se mantém alinhada ao que é eterno.
Oração a São Severino
Guia do silêncio fiel
Ensina-nos a firmeza interior
Ordena nosso coração
Conduz-nos na verdade
Reflexão sobre a oração
A oração revela a busca por um centro estável.
Ela expressa o desejo de aprender a permanecer inteiro.
O silêncio pedido não é vazio, mas atenção.
A firmeza nasce da constância interior.
Ordenar o coração é ordenar a vida.
A verdade não se impõe, orienta.
O caminho torna-se claro quando há alinhamento.
Assim a existência encontra direção e sentido.
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