quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Santa Ângela de Foligno - santo do dia - 04.01.22026

    





Santa Ângela de Foligno - imagem da internet


Santa Ângela de Foligno — Biografia profunda

Nascida em Foligno, terra de ruas de pedra e de comerciantes, Ângela viveu inicialmente uma existência envolta nas ocupações e nos afetos do mundo. Casada e mulher de família, conheceu tanto a luz do cuidado quanto as feridas da perda. Essas experiências formaram o solo onde mais tarde brotaria sua busca por um sentido mais radical e absoluto da vida. A conversão que marcou sua trajetória não foi uma ruptura com a humanidade vivida, mas uma purificação radical da orientação do desejo: aquilo que antes era fim torna-se meio para o encontro com o que a precede e sustenta.

Ao abraçar a vida terciária franciscana, Ângela tornou-se guia de um caminho que privilegia o reconhecimento interior e a exigência de coerência entre pensamento, vontade e ação. Sua espiritualidade desenvolve uma pedagogia do desapego, que não é negação do amor, mas transformação do apego em doação capaz de gerar maturidade do espírito. A família, para ela, permanece como célula originária, onde a pessoa aprende a cuidar, a escutar e a formar-se para o acolhimento do mistério; a experiência doméstica torna-se campo de exercício para a grande disciplina do coração.

Os escritos atribuídos à sua voz, ou ditados sob direção espiritual, recolhem jornadas intensas da alma através de sombras e luzes, etapas de purificação e chegadas a estados de abertura contemplativa. Neles sobressaem temas de experiência fundante, exame de consciência radical, reconhecimento da pobreza original do ser humano e resposta confiante à graça que reconstrói. Sua linguagem é, ao mesmo tempo, ardente e precisa, capaz de descrever transformações interiores com termos que traduzem realidades profundas da vida cristã: purificação do afeto, clareza do juízo e conformação à vontade que transcende.

Como mestra da forma mais íntima da vida de oração, Ângela insiste na responsabilidade pessoal do caminho interior. A experiência contemplativa que ela narra não isenta a pessoa do trabalho ético sobre si mesma; ao contrário, supõe um exercício contínuo do juízo reto e da sobriedade das decisões. Esse caminho eleva a pessoa à sua dignidade primordial, restaurando a medida original do humano e tornando a família novamente um espaço de formação para o dom e a responsabilidade.

O legado de Ângela ultrapassa séculos porque aponta para uma transformação que não depende de modismos, mas da disciplina do olhar e da entrega consciente do coração. Sua voz afasta a espiritualidade do fácil e do meramente emotivo, convidando a um percurso que exige lucidez e dedicação integrais. Por isso, sua figura permanece como modelo para quem busca coerência interior, respeitando a pessoa em sua profundidade e a comunidade primeira que é o lar.

Oração a Santa Ângela de Foligno

Santa Ângela, guia de luz,
ensina-me sempre a ver a verdade
faz do meu coração um altar
conduz-me hoje ao silêncio transformador

Reflexão sobre a oração

A oração atua como forma condensada do caminho espiritual, pois em versos breves se delineia um programa de vida. Cada invocação pede uma transformação concreta do olhar e da vontade. Pedir que o coração se torne altar expressa o desejo de uma interioridade constante e dedicada. A referência ao silêncio indica que a presença verdadeira se aprofunda longe do ruído. A confiança em uma guia manifesta que o amadurecimento não nasce da vaidade, mas da disciplina e da humildade. Ao repetir essas palavras, a alma aprende a ordenar-se. Assim, o caminho torna-se real, eficaz e fecundo.

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Santa Genoveva - santo do dia - 03.01.2026

    





Santa Genoveva - imagem da internet


Santa Genoveva Guardiã da Vigília Interior

Santa Genoveva nasceu em Nanterre no final do século V quando o mundo romano se desfazia e novas formas ainda buscavam consistência. Desde muito jovem revelou uma orientação interior incomum. Não foi conduzida por visões espetaculares mas por uma firmeza silenciosa que a levou a consagrar toda a existência a Deus. Sua escolha não foi fuga do mundo mas alinhamento profundo com uma ordem superior que sustenta o tempo e a história.

Ainda adolescente recebeu a confirmação de sua vocação pelas mãos de São Germano de Auxerre. A partir desse encontro sua vida passou a ser marcada pela vigilância interior. O jejum a oração e a simplicidade não eram práticas exteriores mas instrumentos de retificação do ser. Em Genoveva o domínio de si não nasce da rigidez mas da clareza. Ela compreendeu cedo que a alma se fortalece quando permanece fiel ao que reconhece como verdadeiro.

Durante as ameaças que pairaram sobre Paris Genoveva tornou se sinal de estabilidade. Enquanto muitos se dispersavam pelo medo ela permaneceu. Não porque ignorasse o perigo mas porque estava ancorada em um princípio que não se move com as circunstâncias. Sua presença sustentou o ânimo dos habitantes não por discursos inflamados mas pela coerência entre fé e ação. Ela intercedeu trabalhou organizou ajuda e manteve acesa a esperança que nasce da confiança profunda.

Sua vida foi marcada por sinais que apontavam para uma realidade invisível que atravessa o visível. Curou enfermos alimentou os famintos e guiou consciências sem jamais se colocar no centro. Em tudo buscava ser transparência e não origem. Por isso sua autoridade espiritual não vinha de títulos mas da consonância interior. Genoveva tornou se guardiã da cidade porque antes se tornara guardiã do próprio coração.

Ao morrer deixou como herança um modelo de fidelidade silenciosa. Sua santidade não está no extraordinário mas na constância. Ela ensina que o verdadeiro poder nasce da integração do ser e que a proteção mais eficaz é aquela que se funda na permanência do bem. Santa Genoveva permanece como testemunho de que a história é sustentada por almas que vigiam quando tudo parece ceder.

Oração a Santa Genoveva

Santa Genoveva fiel
guarda nosso silêncio
fortalece nossa vigília
conduz-nos ao centro eterno

Reflexão sobre a oração

A brevidade da oração reflete a simplicidade que ordena o interior.
Poucas palavras podem conter um movimento inteiro do ser.
O pedido não busca sinais mas firmeza.
Invocar um santo é recordar uma forma de permanecer.

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

São Basílio Magno - santo do dia - 02.01.2026

    





São Basílio Magno - imagem da internet


São Basílio Magno
Biografia espiritual e contemplativa

São Basílio Magno nasce na Capadócia em um ambiente marcado pela busca da verdade e pela formação interior rigorosa. Desde cedo, sua inteligência revela inclinação para o que é essencial e permanente. O estudo não o afasta do silêncio interior, mas o conduz a uma compreensão mais elevada da ordem que sustenta o ser. Para ele, conhecer é alinhar a mente ao princípio que dá forma a todas as coisas.

Ao escolher a vida ascética, Basílio não foge do mundo, mas aprende a habitá lo com medida. O desapego exterior reflete uma disciplina interior profunda, na qual o desejo é educado e a vontade se torna firme. Sua vida monástica não é ruptura, mas síntese entre ação e contemplação, entre rigor e caridade ordenada.

Como bispo de Cesareia, governa com clareza e retidão. Sua autoridade nasce da coerência entre pensamento e vida. Defende a fé não por confronto, mas por fidelidade à verdade recebida. Sua teologia brota da experiência interior e da oração constante, tornando se expressão viva de uma inteligência iluminada pela contemplação.

Basílio compreende a família como primeiro espaço de formação da alma. É nela que se aprende a ordem, a transmissão do sentido e o respeito pelo mistério da vida. Sua visão espiritual reconhece que a maturidade humana floresce quando cada pessoa ocupa o lugar que lhe corresponde na harmonia do todo.

Sua herança permanece porque ele viveu segundo o que é eterno. Sua vida ensina que a verdadeira grandeza não se afirma pelo excesso, mas pela fidelidade silenciosa ao bem que não passa.

Oração a São Basílio Magno

Ensina-nos o silêncio
Fortalece nossa retidão
Guia nossa consciência
À verdade eterna

Reflexão sobre a oração

A oração invoca o silêncio como fonte de clareza interior.
Ela pede firmeza para permanecer na retidão do ser.
A consciência é vista como espaço de orientação profunda.
A verdade eterna é reconhecida como horizonte da vida.

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Maria, Mãe de Deus - santo do dia - 01.01.2026

   


 


Maria, Mãe de Deus - imagem da internet


Biografia de Maria, Mãe de Deus

Maria, escolhida desde a eternidade, tornou-se o receptáculo puro da presença divina. Seu ser, pleno de silêncio e contemplação, acolheu o Verbo encarnado com absoluta integridade. Desde a infância, sua vida foi marcada pela harmonia entre vontade e razão, cultivando uma profundidade interior que antecipava a missão sublime que lhe seria confiada. No encontro com o anjo, a aceitação se deu sem hesitação, unindo coragem e humildade. Durante toda a existência terrena, Maria foi guardiã da ordem do amor, sustentando a família sagrada, preservando a criança divina e refletindo a luz do céu em cada gesto. Seu coração tornou-se espaço de meditação, fonte de paz e equilíbrio para aqueles que nela encontram referência de retidão e presença constante do princípio maior que governa tudo.

Oração a Maria, Mãe de Deus

Santa Mãe, guarda-nos
Caminha conosco, guia-nos
Mostra-nos sempre o caminho
Protege o nosso coração

Reflexão sobre a oração

A oração curta concentra o espírito no essencial
Cada palavra breve desperta atenção e presença interior
O pedido se torna gesto de confiança consciente
Invocar Maria orienta o coração para harmonia
O ritmo simples ordena a razão e a vontade
O silêncio entre as linhas fortalece a escuta
A proteção invocada é recebida com serenidade
Assim o ser se firma em paz e constância

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São Silvestre - santo do dia - 31.12.2025

    





São Silvestre - imagem da internet


São Silvestre, Guardião do Sentido no Tempo

São Silvestre viveu no limiar entre duas eras, quando o mundo antigo começava a ceder espaço a uma nova compreensão da presença cristã na história. Nascido em Roma, foi formado na sobriedade da fé e na disciplina interior, aprendendo desde cedo que a verdadeira força não se impõe, mas se sustenta pela constância. Seu caminho não foi marcado por gestos ruidosos, mas por uma fidelidade silenciosa que preparou sua alma para conduzir outros.

Elevado à Sé de Roma no início do século IV, encontrou uma Igreja que saía da provação e entrava na visibilidade. Essa passagem exigia discernimento, pois o reconhecimento exterior poderia facilmente desviar o coração do essencial. Silvestre compreendeu que a permanência no princípio é mais importante do que a adaptação apressada às circunstâncias. Assim, governou com prudência, mantendo o eixo interior enquanto as estruturas externas se reorganizavam.

Sob seu pontificado, a fé encontrou formas estáveis de expressão. As basílicas erguidas nesse período não foram apenas obras de pedra, mas sinais de que o invisível podia ser acolhido no espaço humano sem perder sua transcendência. Silvestre entendeu que o lugar consagrado educa o olhar e o silêncio, ajudando a alma a reconhecer a ordem que sustenta todas as coisas.

Embora distante dos debates mais intensos de seu tempo, exerceu uma autoridade discreta e eficaz. Sua ação revela que nem toda influência se manifesta pela palavra direta. Há uma força que age pela permanência, pela vigilância e pela confiança no que é verdadeiro. Assim, São Silvestre tornou-se símbolo do pastor que atravessa a mudança sem perder a medida.

Ao concluir sua vida, deixou como herança um testemunho de equilíbrio interior. Ele ensina que atravessar o tempo exige fidelidade ao sentido e domínio de si. Sua memória permanece como convite à serenidade, à firmeza e à atenção ao que não se altera com as circunstâncias.

Oração a São Silvestre

Conduze-nos ao silêncio
Forma em nós a constância
Ordena o nosso ser
Guarda-nos no princípio

Reflexão sobre a oração

O silêncio pedido não é ausência, mas espaço de escuta interior.
A constância formada revela a maturidade da alma diante do tempo.
A ordem do ser nasce quando o agir se alinha ao sentido.
Guardar-se no princípio é permanecer unido à origem que sustenta tudo.

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domingo, 28 de dezembro de 2025

São Rugero - santo do dia - 30.12.2025

    





São Rugero - imagem da internet


São Rugero de Canne Vescovo

São Rugero nasceu entre 1060 e 1070 na antiga cidade de Canne, terra marcada por destruição e reconstrução. Desde a infância, sua vida manifestou uma atenção constante à realidade que transcende as aparências e uma inclinação para cultivar a harmonia interior. Ele descobriu cedo que a grandeza de uma vida não se mede pelo prestígio, mas pela profundidade da presença que se oferece ao outro e pela força silenciosa da virtude exercida com constância.

Ao assumir o episcopado de Canne, Rugero tornou-se guia não apenas no sentido administrativo, mas como ponto de referência para uma consciência que se fortalece em meio ao caos e às adversidades. Cada gesto seu era expressão de atenção ao fluxo da vida, de cuidado com a ordem natural das coisas e de respeito pelo valor intrínseco de cada ser. Ele transformou a sede da diocese em um espaço de acolhimento, onde cada pessoa, órfão, viúva ou viajante, encontrava uma presença que refletia cuidado, firmeza e serenidade.

Sua sabedoria e prudência chamaram a atenção dos papas de sua época, que lhe confiaram missões delicadas. Mas o verdadeiro poder de Rugero residia na integridade de seu espírito, no alinhamento entre pensamento e ação, e na capacidade de irradiar calma e segurança em meio às dificuldades. Ele demonstrou que a autoridade se manifesta não na imposição, mas na firmeza de quem se mantém em sintonia com princípios duradouros, com o bem que não se esgota e com a força que sustenta toda vida.

Até seus últimos dias, Rugero viveu com plena consciência da finitude e da continuidade do ser. Sua morte em 30 de dezembro de 1129 foi recebida como retorno ao princípio que ele serviu com atenção e dedicação. Sua santidade não se afirmou por milagres isolados, mas pelo testemunho de uma vida orientada por valores permanentes, pela coragem de agir segundo a verdade e pela força silenciosa que transforma o cotidiano em espaço de elevação interior. Posteriormente, suas relíquias foram trasladadas para Barletta, consolidando sua memória como padroeiro e exemplo de dedicação integral.

A vida de São Rugero nos convida a refletir sobre a atenção profunda, a disciplina da alma e a capacidade de cultivar harmonia e sabedoria mesmo em ambientes desafiadores. Sua trajetória é modelo de como a presença firme, o cuidado constante e a conexão com princípios universais transformam a existência em jornada de realização interior. Ele nos ensina que cada ação, por mais simples que pareça, pode ser expressão de uma força que sustenta e ilumina toda a ordem da vida.


Oração a São Rugero

São Rugero guia nossos passos
Sustenta a nossa vontade no bem
Fortalece a atenção e a coragem
Conduz-nos ao encontro do eterno

Reflexão sobre a oração

A oração revela a essência de uma presença que fortalece o ser interior e orienta a consciência.
Pede‑se sustento para agir com clareza e discernimento mesmo diante de desafios e incertezas.
A atenção fortalecida transforma pequenas ações em hábitos que elevam a alma e o espírito.
A coragem serena nasce do hábito de enfrentar cada momento com firmeza e tranquilidade.
Conduzir‑se ao encontro do eterno é reconhecer a permanência do que sustenta e ordena a vida.
Rogando a São Rugero, aprendemos a cultivar vigilância e integridade na prática diária.
A oração é ponte entre intenção e ação, entre força interior e harmonia da existência.
Ela nos lembra que cada gesto, por mais simples, pode refletir uma presença que transcende e ilumina.

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sábado, 27 de dezembro de 2025

São Tomás Becket - santo do dia - 29.12.2025

    





São Tomás Becket - imagem da internet


São Tomás Becket e a Permanência da Consciência

São Tomás Becket nasce no cruzamento invisível entre a consciência e o poder, não como fruto da ambição, mas como resultado de uma fidelidade interior que amadurece no silêncio. Sua formação intelectual não o conduz ao domínio do mundo, mas ao discernimento do que não pode ser possuído. Ao ascender às estruturas da autoridade, ele não se deixa absorver por elas. Pelo contrário, transforma o lugar que ocupa em campo de prova para a retidão da alma.

Sua trajetória revela que a verdadeira escolha não acontece quando tudo é permitido, mas quando o interior reconhece um limite que não pode ser violado sem ruptura do ser. Tomás compreende que a obediência exterior só tem valor quando nasce de uma ordem mais alta, inscrita na consciência. Ao recusar a confusão entre o sagrado e a conveniência, ele assume o peso da solidão que acompanha aqueles que não negociam o núcleo do espírito.

O martírio não surge como gesto heroico, mas como consequência inevitável de uma vida alinhada. Sua morte não é derrota nem protesto, mas confirmação. Ao permanecer imóvel diante da violência, Tomás testemunha que existe algo no homem que não pode ser compelido. Sua presença atravessa o tempo como sinal de que a verdade não precisa vencer para permanecer.

São Tomás Becket não ensina pela oposição, mas pela permanência. Sua vida revela que o ser humano se realiza quando não se fragmenta entre o que pensa, o que crê e o que vive.


Oração  a São Tomás Becket 

Guia firme da consciência
Ensina-me retidão silenciosa
Sustenta-me diante da pressão
Conduz-me à fidelidade interior

Reflexão sobre a oração

A oração não pede proteção exterior nem vitória visível. Ela busca alinhamento. Cada verso aponta para a estabilidade interior que não depende de circunstâncias. Invocar São Tomás Becket é recordar que a integridade não se impõe, mas se sustenta. A oração molda o orante para permanecer inteiro quando tudo convida à dispersão.

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Santos Inocentes - santo do dia - 28.12.2025

     


Santos Inocentes - imagem da internet


Santos Inocentes Guardiões do Mistério da Vida

Os Santos Inocentes não escolheram o martírio por decisão consciente, mas foram envolvidos nele pelo choque entre a luz nascente e a resistência do mundo fechado em si mesmo. Sua biografia não se escreve com atos deliberados, mas com a presença silenciosa de vidas oferecidas antes mesmo de poderem falar. Neles, a existência revela que o valor da pessoa não depende da ação realizada, mas do simples fato de ser.

Essas crianças, tocadas pela violência do medo de Herodes, tornam-se sinal de que a vida carrega um sentido anterior a qualquer projeto humano. Elas não combatem, não fogem, não argumentam. Permanecem. E nessa permanência involuntária manifestam uma vitória que não se mede por força, mas por fidelidade ao dom recebido. Sua morte não é fracasso, mas passagem misteriosa pela qual a verdade se afirma sem ruído.

Os Santos Inocentes representam a dignidade absoluta da vida em sua forma mais pura. Não produzem, não reivindicam, não disputam espaço. Ainda assim, seu testemunho atravessa os séculos como afirmação silenciosa de que o ser humano possui valor antes de qualquer reconhecimento externo. Neles, a história é interrompida por um instante para revelar que a vida não pertence ao poder, mas a uma ordem mais alta que não se deixa dominar.

Sua memória ensina que proteger a vida é antes de tudo reconhecer seu mistério. A família, ao acolher e guardar, participa dessa mesma missão silenciosa de preservação. Os Inocentes não falam, mas continuam a ensinar que a verdadeira vitória acontece quando a vida é respeitada mesmo quando não pode se defender.

Oração aos Santos Inocentes

Guardai a vida nascente
Defendei o silêncio sagrado
Ensinai valor sem palavras
Conduzi à paz interior

Reflexão sobre a oração
A oração aos Santos Inocentes não pede poder, mas vigilância interior. Cada verso reconhece que a vida se sustenta no cuidado silencioso e na atenção constante. Ao invocá-los, o espírito aprende que proteger não é dominar e que a paz nasce quando se honra a dignidade antes de qualquer ação.

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São João Evangelista - santo do dia - 27.12.2025

   





São João Evangelista - imagem da internet


São João Evangelista

São João Evangelista surge como a figura da interioridade amadurecida pela contemplação. Desde o início, sua vocação não se define pelo gesto exterior, mas pela escuta silenciosa que reconhece a ordem profunda do real. Ao inclinar a cabeça sobre o peito do Mestre, ele aprende que a verdade não se impõe pela força, mas se comunica pela proximidade e pela fidelidade. Sua vida revela uma consciência que cresce sem romper, que avança sem negar o mistério.

João contempla o Verbo não como ideia abstrata, mas como sentido vivo que estrutura a existência. Seu Evangelho não descreve apenas acontecimentos, mas conduz o leitor a perceber a coerência invisível que sustenta o mundo. Para ele, ver é compreender, e compreender é consentir livremente com a verdade reconhecida. A fé torna-se então um ato lúcido, no qual a razão encontra seu repouso sem abdicar da liberdade.

As cartas atribuídas a João aprofundam essa maturidade interior. Nelas, a verdade aparece inseparável da responsabilidade pessoal. O amor não é impulso desordenado, mas escolha consciente que preserva a dignidade do indivíduo e da família. A liberdade, longe de ser ruptura, manifesta-se como alinhamento interior com aquilo que permanece.

João encerra sua missão no silêncio fecundo da contemplação, ensinando que a plenitude humana nasce quando a consciência aceita habitar a verdade sem ansiedade. Sua vida testemunha que a evolução interior acontece quando o olhar aprende a repousar no que é eterno.

Oração a São João Evangelista

São João, guarda-nos
no Verbo eterno
ensina-nos a ver
na verdade fiel

Reflexão sobra a oração

Essa oração expressa o desejo de uma fé esclarecida que não foge da razão. Ao invocar São João, a alma pede discernimento, estabilidade interior e fidelidade ao sentido profundo da existência.

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