
Natal de Jesus - imagem da internet
Natal de Jesus
O nascimento de Jesus manifesta o ingresso do eterno no tempo sem ruptura da ordem suprema. Antes de qualquer forma criada já existia o Verbo pleno de sentido e inteligibilidade. Ao assumir a condição humana não se diminui mas revela que a matéria pode tornar-se morada da luz. O Natal não é apenas um evento histórico mas a revelação de que a realidade visível é sustentada por um princípio invisível e racional.
A infância de Jesus exprime a pureza do início e a potência contida no silêncio. O recém nascido não impõe força nem domínio mas apresenta a firmeza da verdade que se oferece à liberdade. Na fragilidade do corpo manifesta-se a solidez do fundamento que mantém o ser. Cada gesto oculto em Nazaré ensina que a grandeza reside na fidelidade ao propósito interior.
O crescimento de Jesus revela a harmonia entre consciência e obediência ao princípio superior. Sua vida mostra que a liberdade autêntica nasce da adesão voluntária à verdade e não da dispersão do desejo. O Natal anuncia que toda existência pode ser elevada quando orientada por sentido e coerência. A dignidade humana encontra seu eixo quando reconhece sua origem e seu destino.
O menino de Belém recorda que a luz não elimina a noite mas a atravessa. A vida ganha plenitude quando o interior se ordena segundo a razão eterna. O Natal permanece como convite permanente à maturidade do espírito e à integração entre pensamento ação e finalidade.
Oração ao Natal de Jesus
Verbo eterno feito princípio
Luz silenciosa que habita a alma
Ensina a ordem interior
Conduz à verdade perene
Reflexão sobre a oração
Ao nomear o Verbo como princípio, a oração eleva o olhar para a fonte que antecede toda forma e sustenta toda existência. A luz silenciosa indica uma presença que não se impõe, mas orienta a consciência com clareza e firmeza. A ordem interior evocada não é imposição externa, mas alinhamento íntimo com o sentido profundo do ser. Conduzir à verdade perene expressa o movimento contínuo da alma em direção ao que permanece, onde liberdade, razão e plenitude se encontram em unidade.
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