
São João Evangelista - imagem da internet
São João Evangelista
São João Evangelista surge como a figura da interioridade amadurecida pela contemplação. Desde o início, sua vocação não se define pelo gesto exterior, mas pela escuta silenciosa que reconhece a ordem profunda do real. Ao inclinar a cabeça sobre o peito do Mestre, ele aprende que a verdade não se impõe pela força, mas se comunica pela proximidade e pela fidelidade. Sua vida revela uma consciência que cresce sem romper, que avança sem negar o mistério.
João contempla o Verbo não como ideia abstrata, mas como sentido vivo que estrutura a existência. Seu Evangelho não descreve apenas acontecimentos, mas conduz o leitor a perceber a coerência invisível que sustenta o mundo. Para ele, ver é compreender, e compreender é consentir livremente com a verdade reconhecida. A fé torna-se então um ato lúcido, no qual a razão encontra seu repouso sem abdicar da liberdade.
As cartas atribuídas a João aprofundam essa maturidade interior. Nelas, a verdade aparece inseparável da responsabilidade pessoal. O amor não é impulso desordenado, mas escolha consciente que preserva a dignidade do indivíduo e da família. A liberdade, longe de ser ruptura, manifesta-se como alinhamento interior com aquilo que permanece.
João encerra sua missão no silêncio fecundo da contemplação, ensinando que a plenitude humana nasce quando a consciência aceita habitar a verdade sem ansiedade. Sua vida testemunha que a evolução interior acontece quando o olhar aprende a repousar no que é eterno.
Oração a São João Evangelista
São João, guarda-nos
no Verbo eterno
ensina-nos a ver
na verdade fiel
Reflexão sobra a oração
Essa oração expressa o desejo de uma fé esclarecida que não foge da razão. Ao invocar São João, a alma pede discernimento, estabilidade interior e fidelidade ao sentido profundo da existência.
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