
Santa Inês - imagem da internet
Santa Inês
A Inteireza que Não se Divide
Santa Inês surge na história não como alguém moldada pelas circunstâncias, mas como presença já assentada no centro do ser. Muito jovem, ela não reage ao mundo a partir do medo nem da expectativa de reconhecimento. Sua decisão não nasce de oposição externa, mas de uma adesão silenciosa ao princípio que a habita. Por isso sua firmeza não é rigidez, e sua pureza não é negação, mas unidade.
Inês não separa corpo e sentido. O que ela vive exteriormente corresponde ao que já está ordenado interiormente. Sua virgindade não é ausência, mas plenitude orientada. Ela permanece inteira porque não permite que forças externas determinem o eixo de sua existência. Quando confrontada, não calcula perdas nem ganhos. Age a partir de um ponto onde o ser já está decidido.
O martírio de Inês não é busca de sofrimento nem gesto de ruptura. Ele se manifesta como consequência natural de uma fidelidade que não admite divisão. Sua entrega não acelera nem adia nada. Ela simplesmente permanece. Nesse permanecer, o instante se abre como lugar onde a vida não pode ser violentada, mesmo quando o corpo é atingido.
Assim, Santa Inês testemunha que a verdadeira força não se constrói com o tempo acumulado, mas se revela quando o ser coincide consigo mesmo. Sua juventude não é fragilidade, mas transparência. Sua memória permanece porque aponta para um modo de existir em que o amor não negocia e a dignidade não depende de proteção externa.
Oração
Santa Inês fiel
Guarda nosso centro
Purifica o olhar
Sustenta nosso sim
Reflexão sobre a oração
A oração não pede intervenções externas
Ela busca alinhamento interior
Invocar a santa é recordar a inteireza
O centro preservado gera clareza
O pedido verdadeiro é permanência
Leia também:
#LiturgiaDaPalavra
#EvangelhoDoDia
#ReflexãoDoEvangelho
#IgrejaCatólica
#Homilia
#Orações
#Santo do dia

Nenhum comentário:
Postar um comentário