
São Sebastião - imagem da internet
São Sebastião
Testemunha da fidelidade interior
São Sebastião emerge na história como figura silenciosa e firme, moldada mais pela interioridade do que pela visibilidade. Soldado do império, habitava um duplo espaço o da disciplina exterior e o da adesão profunda ao Cristo. Não confundia obediência com submissão da consciência. Seu agir nascia de um centro onde a vida já não dependia do medo nem da aprovação.
Sua escolha não foi ruptura ruidosa, mas permanência fiel ao que reconhecia como verdadeiro. Ao fortalecer os que vacilavam, não impunha palavras, mas comunicava presença. A perseguição não o encontrou despreparado, pois seu eixo não estava no curso dos acontecimentos, mas naquilo que permanece quando tudo passa. As flechas atingiram o corpo, não o sentido.
Sobreviveu ao primeiro martírio como quem já não mede a vida pela duração. Quando retornou, não buscou vingança nem refúgio. Apenas permaneceu. Sua morte selou um caminho já vivido por inteiro. Sebastião revela que a vitória não consiste em escapar do sofrimento, mas em não se desviar do que sustenta o ser quando a história se torna hostil.
Oração a São Sebastião
Guarda meu coração firme
Ensina-me a permanecer
Quando o medo se aproxima
No centro que sustenta tudo
Reflexão sobre a oração
A oração não pede afastamento da prova, mas estabilidade interior diante dela. Ao invocar São Sebastião, o coração aprende que permanecer é mais decisivo do que resistir. A brevidade das palavras reflete um recolhimento que dispensa excessos. Quando o pedido se simplifica, o sentido se aprofunda. Assim, a confiança deixa de depender das circunstâncias e passa a brotar de um lugar onde nada pode ser retirado.
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